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CINEMA
O QUINTO IMPÉRIO DE MANUEL DE OLIVEIRA ...
“O Quinto Império” de Manoel de Oliveira, com Ricardo Trepa, Luís Miguel Cintra, Glória de Matos
Duração: 2h7min.
Produzido em 2004 – Paulo Branco

Após ter escrutado os seus contemporâneos em Volto para casa, O Princípio da Incerteza e Um filme falado, e ter revelado as suas lembranças em Porto da minha Infância, Manoel de Oliveira torna a mergulhar, com O Quinto Império, na história e na mitologia portuguesa, como tinha feito já em 2000 com Palavra e Utopia, um filme sobre a Inquisição.

.: SINOPSE

Com o projecto de criar um império português, Dom Sebastião parte para África combater em nome de Cristo. Em 1578 ele enfrenta um sultão muçulmano durante a sua batalha de Alcácer Quibir, mas desaparece misteriosamente sem deixar rasto… Este desaparecimento trágico dá assim origem ao mito do rei escondido. Em Portugal, este mito do heroí traduz-se pela vinda do rei no seu cavalo branco, numa manhã nebulada. O seu retorno tem um objectivo último: preservar a humanidade contra o mal.

O Quinto Império inspirou-se de El Rei Sebastião, uma peça de teatro do escritor português José Régio. Manoel de Oliveira, que foi um dos amigos deste autor, nascido em 1900 e falecido em 1968, tinha já transposto para o ecrã duas das suas obras: Benilde ou A Virgem Mãe em 1974, depois Meu caso em 1986. Em 1965, ele tinha-o filmado num curto documentário, As Pinturas do meu Irmão Júlio: o escritor evocava as telas de seu irmão pintor Júlio.

.: O QUE FOI DITO NA IMPRENSA FRANCESA ...

CHRONIC'ART.COM - Jean-Philippe Tessé

Ser honesto, é não enganar [o público] acerca da difícil acessibilidade deste Quinto Império: para se apreciar o novo filme de Manoel de Oliveira, é preciso saber algo sobre aquilo que se maquina no palácio do Rei Sebastião. […] Febre teleológica que se apodera deste filme calmo, sucessão de planos estáveis onde se prepara, de motor escondido, uma revelação futura – cinema de crença.

CAHIERS DU CINEMA - François Bégaudeau

Nesta incessante recolocação da obra no tear reside talvez, não a lassitude, mas a rotina admirativa que se instalou em redor de Oliveira. […] Redução ao mais simples, capacidade de dizer muito em poucos gestos, as discordâncias habituais do valor de um plano a outro dando lugar, aqui, a uma teatralidade frontal esticada em planos extra-largos. […] Através do subtítulo “Ontém como hoje”, Oliveira convida-nos a compreender uma alusão á persistência da utopia universal.

.: NA NET

Manoel de Oliveira - filmografia, biografia ... : aqui

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